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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Até que ponto podemos dominar em uma relação sexual?

Assisti um episódio do programa Inspetores do Sexo da GNT (nele uma terapeuta sexual e um conselheiro gay analisam a vida de casais) onde tinha um casal nada comum. Rea e Gary namoram há 2 anos e já não possuem uma relação feliz, sua atividade sexual é baseada em acessórios e bondage. Os dois nunca praticam o que denominamos “fazer amor”, pois nunca se olham nem se acariciam no ato sexual. É tudo como se fosse uma representação diária.
Rea é vista como dominadora. Ela manda em todas as horas do relacionamento, seja na cozinha, na sala ou no quarto. A mulher é quem domina a relação. Ela chega a afirmar ser do tipo que “pisa em cima” se a pessoa deixar.
Entretanto, também afirma não se importar com uma futura reversão do quadro. Gary continua a sentir prazer nas relações sexuais, mas se sente frustrado por não proporcionar esse mesmo prazer para a parceira. Ela não tem um orgasmo há seis meses.
Essa dominação choca os próprios inspetores, pois mesmo atualmente, a mulher não é vista com tanto poder de seu sexo. Cada um é dono de sua sexualidade, do seu corpo, mas, Rea acaba se tornando dona da sua e da de Gary. A sensação de poder presente em suas mãos faz com que ela regule os momentos de fazer sexo, o modo e o tempo de duração.
Pode-se afirmar que Rea é uma mulher fálica. Para alguns autores, a expressão mulher fálica designa a mulher que tem um falo (que simbolicamente é um pênis), autoritária e ativa.
Ela não sente o menor constrangimento em mostrar e comentar sobre os seus acessórios sexuais. Rea comanda todas as relações sexuais, mas mesmo assim, não se sente satisfeita com a atividade, de certa forma ela não está fazendo um papel que a deixe completamente à vontade.
A “solução” dos inspetores é que eles passem a fazer sexo sem auxílio de objetos e de forma mais carinhosa e terna, para que eles consigam mais prazer no ato. Ao fim do programa o casal consegue, mas diz que não deixará para sempre de lado os acessórios. Isso mostra que mesmo tendo prazer de formas mais simples, a sexualidade do casal também vem à tona com o uso de objetos.
Para uma parte da sociedade essa atitude é considerada perversão, mas de acordo com GIDDENS, a perversão pode ser vista como uma forma de expressão no contexto da democracia.
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3 comentários:
De Luciano a 1 de Maio de 2008 às 07:15
"Ser dominado ou se domino" (Roberto Carlos)
Abraços
Luciano
PAPIROS DE ALEXANDRIA
http://papiros.zip.net


De Jade a 2 de Maio de 2008 às 00:50
Eu axo sexo algo tão intimo, tao pessoal...

Tao instintivo!

Eu acho que nunca obedeceria 'conselhos', seja lá quem fosse o conselheiro!


De diariodeumamulhermadura a 3 de Maio de 2008 às 03:50
confesso que esses são os relacionamentos que mais me perturbam.
os acessórios podem ter a sua piada mas sempre dentro de uma ligação, uma lógica.

sexo sem motivo nem prazer, não me parece que ligue ao contexto da palavra, muito menos ao "amor".

bom post.

beijinhos


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