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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

475 – Sedução!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um sorriso que me deixa zonzo,
Um olhar, uma imaginação,
Um hálito, tal qual feromônio,
Um convite, uma sedução!
Sem que saiba teu corpo convida,
Cheia de vida quer repartir.
Tens nos olhos um desejo maroto,
Sem que fales até posso te ouvir!
 
O teu corpo uma estrada sem fim,
Tuas formas, o teu modo menina,
Tua pele, teu charme e elegância,
Tudo isto em ti me fascina!
Teus cabelos, teus cachos, tuas tranças,
De esperança bate o meu coração,
Eu te vejo desta forma minha musa!
Tudo em ti me dá inspiração!
 
Me seduz com este teu silêncio,
Quando falas, pronto estou a escutar,
Se te vais fico observando,
Teu molejo, tua forma de andar!
Sedutora, porém inocente,
Sem saber, exacerba teu charme,
Fruto maduro no pé a colher,
Alimenta a fome da carne.
 
Inocência, tua voz é tão linda!
Menina neste corpo mulher.
Haja visto, que despertes desejos!
Qual o homem que não te quer?
O odor que teu corpo exala,
Nunca senti um perfume igual,
É do tipo que mexe na
alma,
Sedutora com um toque fatal!
 
Bem tu sabes o que quero dizer,
São segredos que tua mente conhece,
Não precisa sequer responder
Teu sorriso, por ele se percebe!
A resposta o teu corpo já deu,
Basta
sentir o teu peito pulsando,
O desejo que agora ele aflora,
Isto pode acabar nos matando!

 

(Felício Pantoja Campos da Silva Junior)

pareço: atraída
o som que tava rolando por aqui...: Palpite - Adriana Calcanhoto
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Até que ponto podemos dominar em uma relação sexual?

Assisti um episódio do programa Inspetores do Sexo da GNT (nele uma terapeuta sexual e um conselheiro gay analisam a vida de casais) onde tinha um casal nada comum. Rea e Gary namoram há 2 anos e já não possuem uma relação feliz, sua atividade sexual é baseada em acessórios e bondage. Os dois nunca praticam o que denominamos “fazer amor”, pois nunca se olham nem se acariciam no ato sexual. É tudo como se fosse uma representação diária.
Rea é vista como dominadora. Ela manda em todas as horas do relacionamento, seja na cozinha, na sala ou no quarto. A mulher é quem domina a relação. Ela chega a afirmar ser do tipo que “pisa em cima” se a pessoa deixar.
Entretanto, também afirma não se importar com uma futura reversão do quadro. Gary continua a sentir prazer nas relações sexuais, mas se sente frustrado por não proporcionar esse mesmo prazer para a parceira. Ela não tem um orgasmo há seis meses.
Essa dominação choca os próprios inspetores, pois mesmo atualmente, a mulher não é vista com tanto poder de seu sexo. Cada um é dono de sua sexualidade, do seu corpo, mas, Rea acaba se tornando dona da sua e da de Gary. A sensação de poder presente em suas mãos faz com que ela regule os momentos de fazer sexo, o modo e o tempo de duração.
Pode-se afirmar que Rea é uma mulher fálica. Para alguns autores, a expressão mulher fálica designa a mulher que tem um falo (que simbolicamente é um pênis), autoritária e ativa.
Ela não sente o menor constrangimento em mostrar e comentar sobre os seus acessórios sexuais. Rea comanda todas as relações sexuais, mas mesmo assim, não se sente satisfeita com a atividade, de certa forma ela não está fazendo um papel que a deixe completamente à vontade.
A “solução” dos inspetores é que eles passem a fazer sexo sem auxílio de objetos e de forma mais carinhosa e terna, para que eles consigam mais prazer no ato. Ao fim do programa o casal consegue, mas diz que não deixará para sempre de lado os acessórios. Isso mostra que mesmo tendo prazer de formas mais simples, a sexualidade do casal também vem à tona com o uso de objetos.
Para uma parte da sociedade essa atitude é considerada perversão, mas de acordo com GIDDENS, a perversão pode ser vista como uma forma de expressão no contexto da democracia.
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